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Não se sentir
no lugar de quem toca o negócio

Tocar o negócio todos os dias.​

 

Abrir, fechar, cobrir faltas, resolver o que aparece.

Estar sempre ali.

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E, mesmo assim, não se sentir no lugar de quem conduz.

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Qualquer ausência vira tensão.
Delegar parece arriscado.

 

A ideia de se afastar por um dia já traz a sensação de que algo vai sair do controle.

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O negócio funciona, mas depende de presença constante.

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Com o tempo, o papel de quem toca o negócio vira o de sustentar tudo.


Quase não sobra espaço para decidir com calma, mudar o ritmo ou sair um pouco de cena.

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Há responsabilidade o tempo todo.
Pouco respiro.

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Esse lugar não nasce de incapacidade.
Mas de quando o funcionamento depende demais de uma pessoa só.


O trabalho anda, mas prende.

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Reconhecer isso não é sobre mudar agora.
É sobre se localizar.

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Uma pergunta para acompanhar​

Em que momento você deixou de se sentir no lugar de quem conduz?

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Se isso gerar algum desconforto, tudo bem. 
Perceber vem antes de reorganizar.

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